Apenas a verdade...



Pessoal, ainda recebo ligações achando que o Solar, assim como toda a cidade de Petrópolis, foi destruída pelas chuvas.

Que falta de informação! Isso com tanta cobertura da mídia. Mas, como a mídia generaliza – a impressão é de que ainda estamos mergulhados num  mar de lama.

Em nenhum instante - aliás, NUNCA na história de Itaipava -, houve qualquer temporal ou enchente que afetasse o mais importante distrito turístico de Petrópolis.

O distrito de Itaipava não foi atingido pela enchente da região serrana.

A região conhecida como Vale do Cuiabá - distante a 15km de Itaipava, no caminho que dá acesso à Teresópolis, é que foi seriamente atingida

Não foi registrada uma única vítima sequer no centro de Itaipava.

A mesma coisa nos demais distritos e bairros de Petrópolis: o Centro Histórico, a Rua Tereza, as pousadas de Araras, Nogueiras e adjacências, os restaurantes de Itaipava, tudo está funcionando normalmente

Por isso, fazemos questão de frisar este ponto. Não porque não nos sensibilizamos com o ocorrido no Vale do Cuiabá. Mas porque precisamos lutar para que a economia de Petrópolis e seus distritos não continue sendo tão seriamente atingida pelo noticiário da mídia, que tem levado à percepção de que Petrópolis foi destruída.

 O Solar Fazenda do Cedro não é apenas uma pousada - é um refúgio abençoado!


Itaipava precisa de nós

Bem, pessoal... Apesar do trabalho voluntário, ainda temos outra preocupação - reestabelecer o turismo em nossa acolhedora Itaipava. A vida volta ao normal. Os restaurantes, lojas, shoppings, convidativos como sempre. Mas as pessoas estão receosas.Não fiquem! Itaipava continua impressionante. Vejam o texto da amiga Leila Sá Peixoto. Foi feito especialmente para você que pode ajudar. Sua presença é importante para resgatar um pedacinho deste distrito depedaçado...

PRECISO DE VOCÊ

Quando você me conheceu eu era linda, colorida, feliz e segura. E por isso você me quis. Embalei tantas noites suas com seu amor nos braços,
quem sabe um amor nascido aqui. Você fugia para mim quando o sol da
sua cidade fustigava seu rosto ou quando só queria dormir em paz
depois de um bom vinho e um excelente jazz. Você caminhou pelos meus
parques respirando o melhor  ar do planeta  escutando meus passarinhos
e sentindo o perfume de minhas matas em flor. Meu Deus, como isso me
deixava feliz! Aqui comigo você fez grandes amigos, criou bons filhos,
apreciou meus “chefs” que, sem modéstia, maravilhosos! Meus
restaurantes sempre quentes e aconchegantes onde rolava boas conversas
até a hora do seu sono chegar, quando a madrugada te reconduzia, sem
medo das ruas, à sua cama gostosa, em frente ao crepitar da lareira.
Você amou subir a serra para ser feliz. Sempre para ser cada dia mais
feliz.  E eu fui sua, completa e entregue, docemente ensolarada para
não sufocá-lo de calor, suavemente fria para que você tivesse
pretextos para mais abraços e pés quentinhos até o amanhecer.
Fui toda, inteiramente sua, sempre, sem nada exigir ou pedir. Eu
simplesmente amava ver você chegar, ver você ficar comigo. Me sentia
querida por você, amada...completa.
Agora eu só te peço que não me abandone. Fui mortalmente ferida e
estou muito, muito despedaçada. Porém, venha, não há nenhum  perigo em
minhas ruas, avenidas, em minhas lojas, bares ou restaurantes, pelo
contrário, continuam aqui, ainda tenho música, tenho arte, tenho
amigos esperando por você, mesmo que com meio sorriso porque  ainda
dói. Muito. Mais do que nunca preciso do seu conforto, preciso de
você! Não me abandone, eu te peço...
Preciso da sua presença, do seu apoio e do seu amor pra voltar a
viver. Preciso do seu abraço, de você nas minhas ruas, nos meus
parques, nas minhas noites e manhãs para que eu não me sinta só,
abandonada, sem forças para renascer.
Estou sendo cuidada com uma dedicação e um amor que pensei  jamais
existir tão grande nessa vida! Só me falta você... Então venha me ver,
suba a serra com a mesma saudade de sempre,  venha ficar comigo, me
deixa sentir sua presença, sua alegria, sempre, sempre que você puder,
para que eu possa voltar a sorrir outra vez.
Assim seremos, mais uma vez, você e eu. Continuando nossa história de
vida, de alegrias, nossa eterna história de amor.
Não me abandone. Eu te prometo, vou voltar a ser linda, feliz e outra
vez  o cenário mais colorido e encantado  que já existiu em nossa
serra! Então, por favor, não me abandone...
Todo o meu amor,
Sua  sempre,
 Itaipava


Solidariedade contagia...

O trabalho é desgastante... É trabalho de formiguinha. Mas o resultado? Ainda que pequeno, é assustador - transforma pessoas.
A gente acaba descobrindo que maior do que qualquer desgraça, é o coração do ser humano. Que um temporal pode destruir vidas, mas nunca a esperança. Que por pior que seja, é preciso continuar.
São José, assim como as demais localidades,  aos poucos tenta ressurgir e não das cinzas, mas da lama. Quem tem a casa em pé, tenta recuperar um pouco da dignidade. E nós? Tentamos ajudar... Não é só bem material. É história de vida... Vamos de casa em casa para ver as necessidades das pessoas. O acesso as doações que vem de longe é difícil, desorganizada e muitas vezes sem sentido. Por isso, preferimos receber aqui, separar e ir de casa em casa. Não sei se é maneira correta. Só sei que quem realmente precisa, recebe.
Aliás, não estamos aqui para julgar nada. Nossa missão agora é apenas ajudar. E acabamos descobrindo que não é só ajuda de roupa, móveis ou alimento. É ajuda de reconstrução interior. As pessoas tem sede de contar sua história, de colocar pra fora algo sufocante, de ter palavras de incentivo. Para isso, é só ter paciência, coração aberto e um ombro amigo. As pessoas precisam de conforto.
Àqueles que estão nos ajudando, o nosso muito obrigado. O trabalho continua. É a longo prazo. É demorado e bem difícil. Daqui a pouco as pessoas esquecem. Nós não. Precisamos continuar. Só quem viu, visitou, talvez entenda do que estou falando.

"De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar,
a certeza de que é preciso continuar,
a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar…
Portanto, devemos: fazer da interrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro…"(Fernando Sabino)
 
 
 
 
A parte boa desta história toda é saber que temos amigos...
Nossa meta agora - roupa de cama, mesa e banho e colchões.

Solidariedade - faça a sua parte!

Sempre usamos o blog como um meio de divulgação de eventos interessantes, ações importantes... Na maioria das vezes a idéia é transmitir alegria, satisfação.
Hoje, vamos fazer diferente. Vamos falar um pouco sobre São José do Vale do Rio Preto, pequena cidade da região serrana, com pouco mais de 20.000 habitantes, localizada entre Teresópolis e Petropolis, que apesar de seus 23 anos de emancipação, continua pacata, parada no tempo. Não por isso, deixo de ter carinho por onde cresci e onde ainda vivem muitos amigos e parentes. Pessoas estas, que também tiveram suas vidas invadidas pela tragédia das enchentes na região serrana... A "cidade" ficou de pernas para o ar. E a esperança de que um dia a cidade pudesse ser referência em qualidade de vida foi nas águas do Rio Preto, devastada em  parte dos seus 239 km2.
Não teve rico ou pobre, perto ou longe, início ou fim da cidade... Foi  toda cidade - cenário de destruição e guerra.
A equipe do Solar Fazenda do Cedro ao invés de se lamentar pela queda do turismo na região, arregaçou as mangas e passou a fazer parte deste grupo iluminado chamado VOLUNTÁRIOS.
Sexta-feira e domingo (hoje - 16-01) trabalhamos em Areal, localizada a 06 km da pousada. No sábado, passamos o dia em São José, ajudando na recuperação, distribuindo alimentos e verificando a necessidade do local. Roupas e alimentos chegam a todo minuto, de todo lugar. É impossível não se sensibilizar com a ajuda que chega de toda maneira. E olha que não é fácil! Primeiro - o acesso que já era ruim, ficou péssimo. Parte da estrada caiu, crateras foram abertas, lama, lama e lama que deixam os carros atolados, sem contar que o centro está isolado de todo o resto porque as pontes de acesso cairam. Quando Tom Jobim compôs "Aguas de Março" no seu sítio em SJVRP ("É pau, é pedra, é o fim do caminho"), ele não tinha idéia do que seria isso hoje. 
E apesar de toda ajuda que chega é impossível não ficar preocupada! Como uma cidade que apesar de emancipada em 1987 não conseguiu atingir um nível satisfatório ou pelo menos razoável na sua economia em mais de 20 anos,  vai conseguir se reestabelecer? Se todos foram afetados, ricos e pobres, da onde sairá capital de giro? Por onde começar? Como recomeçar?  
Sei que não somos a salvação de nada. Não tenho objetivos políticos ou religiosos. Mas podemos ajudar muito ao invés de culpar governos e ficar de braços cuzados esperando alguém fazer alguma coisa.
Então, como dissemos que num primeiro momento fomos verificar a necessidade de SJVRP, podemos discriminar além de materiais de higiene, colchonetes, roupa de cama e banho, serão muito bem vindos também, material de construção, ainda que uma pequena lata de tinta...
"Um sorriso nos lábios, um olhar
esperançoso, um gesto repleto de gratidão, um coração feliz diante de um ato que concretiza o mais nobre sentimento e se conhece por um nome: solidariedade.Ato de olhar o mundo com cuidado, sabendo o quanto é importante que ele esteja saudável.Ato de ter empatia pelo outro.Ato inerente àqueles que amam verdadeiramente.Não só em palavras, mas em síntese, por completo..." Priscilla Lima

Equipe do Solar Fazenda do Cedro em ação

Bairros inteiros devastados

Chuvas na região Serrana.

Como diria Albert Schweitzer: "O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a tentar dominar a natureza antes de dominarem a si mesmos"

O clima parecia de final de mundo - a água, em segundos, alagou Areal. Umas pessoas corriam, outros ficavam em estado de choque. Geladeiras, botijas de gás, poltronas, pareciam plumas passeando pelo rio.
Hoje, lixo, lama e muito mal a roupa  do corpo.
Quem tinha a sua casa brigava pelo pão na padaria, pelo legume na quitanda.... A sensação era de que tudo parou.
Em S Jose´do Vale do Rio Preto, uma cidade que se resume numa estrada principal, a água vindo de Teresópolis veio em forma de devastação - de ponta a ponta. Todos os bairros atingidos... A ponte principal já era.
Apesar dos cancelamentos de reserva, a pousada está bem, a chuva cessou, achei a tarde até mais bonitinha hoje.
A BR 040 encontra-se livre de barreiras, facilitando assim o acesso até a pousada. Nossos clientes que foram embora hoje, informaram que a viagem foi tranquila.

Estamos de braços abertos esperando nossos clientes e de coração solidário para ajudar nossos amigos. Fizemos um ponto de coleta para doações no Solar Fazenda do Cedro. Os donativos arrecadados serão separados e distribuidos em São José e Areal. E clientes que ajudarem, ainda terão desconto de 10% sobre o pacote nos meses de janeiro e fevereiro.
O momento agora não é só de culpar as autoridades. O momento é de reflexão, solidariedade, reconstrução e acima de tudo ESPERANÇA.

Chuvas na região serrana!

É lamentável a situação em que se encontra alguns pontos de nossa cidade. A mídia parece se esbaldar com tanta desgraça... Já recebemos vários telefonemas de clientes preocupados com sua estada. Mas graças ao Bom Deus (seria isso egoísmo?), não aconteceu nada na pousada e o acesso Rio x Juiz de Fora, pelo menos até a Fazenda, está tranquilo. 
O sol sorri. Tem clientes na piscina. Se não fosse a falta de energia elétrica, diria que está tudo normal. Mas ainda assim, não consigo esconder a preocupação. Areal, cidade vizinha, vi pessoas chorando com água invadindo suas casas, seus estabelecimentos, suas vidas. Não pede licença. Simplesmente entra - sem educação, sem cerimônia, sem medo de ferir as pessoas. Itaipava agora já circula carros. Mas a estrada  para Teresópolis continua interditada. Parte da BR 040, Juiz de Fora x Rio, 20 km antes da pousada, está em meia pista. O trânsito está um pouco lento já que não tem passagem para Sapucaia e Anta. Então, só pela BR 040.
Nossa! Temos que agradecer a cada minuto por estarmos numa região tão abençoada, sim a pousada está. E ao mesmo tempo pedir paciência, força, garra e acima de tudo fé para aqueles que estão sofrendo com as consequências da chuva.

Natal Solidário!



Apesar da chuva na quinta e sexta e do corre-corre de final de ano, arranjamos um tempinho e cumprimos nossa promessa - parte de hospedagem em novembro e dezembro foram revertidas em brinquedos, roupas e cestas para uma comunidade.
Gente, o tamanho da trabalheira, afinal nós escolhemos desde roupas de bebê até o que teria na cesta, foi compensado pela alegria das crianças. A gente acaba descobrindo que o que  consideramos simples pode ser o "tudo" no Natal de uma pessoa. Que enquanto as pessoas se preocupam com presentes, pratos da ceia ou que roupa vestir, outros se preocupam em simplesmente como conseguir o arroz e feijão do dia a dia. Maior que a alegria das crianças, era a satisfação dos pais. E apesar de toda a realização do Solar Fazenda do Cedro, como pousada e restaurante, no ano de 2010, ajudar ao próxima foi a melhor delas. 
E a todos aqueles que nos ajudaram, hospedados ou não, o nosso muito obrigado! Vocês fizeram parte do Natal de muitas crianças...

Natal!

Que as noites de Natal não sejam lembradas apenas no dia 25... Que o espírito da bondade e compaixão seja trabalhado todos os dias. Que a paz reine  no coração de cada ser humano.
"Bom Natal! Um feliz Natal! Muito amor e paz para você..."

Melhor Idade - A eles o nosso respeito!

Recebemos uma clientela muito especial. Aliás, todos são muito especiais, mas estes em proporção maior. Experiência, história, garra e exemplo - são algumas das palvaras para definir o grupo.
Eles nos fazem perceber o quanto ainda temos a aprender e que a humildade enaltece o ser humano.
À galerinha do Hospital Adventista, o nosso muito obrigado...
"Os velhos sabem e querem, mas não podem; os moços podem e querem, mas não sabem."- Marquês de Maricá.